Os Dedos
Os dedos povoam a terra
conhecem cada voz verde e livre
no espaço entre uma bala e um abraço
perduram como os sulcos da falésia
Na janela do rosto onde as palavras
não servem para amar
os dedos descobrem a forma
mais pura do silêncio.
E levantam sempre o corpo
que na terra negra de absurdo
se eclipsa por entre o metal
conhecem cada voz verde e livre
no espaço entre uma bala e um abraço
perduram como os sulcos da falésia
Na janela do rosto onde as palavras
não servem para amar
os dedos descobrem a forma
mais pura do silêncio.
E levantam sempre o corpo
que na terra negra de absurdo
se eclipsa por entre o metal
